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Leishmaniose: tudo sobre esta doença perigosa e silenciosa

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A Leishmaniose voltou a ser uma preocupação no nosso país nos últimos anos, pois cresce o número de humanos e caninos afetados.

No caso dos animais de estimação, a doença é conhecida como Leishmaniose Viceral Canina (LVC) e as taxas de incidência no Brasil são altíssimas – na verdade, ela é uma das doenças que mais afeta os cães e é aqui que estão 90% dos casos registrados na América Latina. Impressionante, não é mesmo?

Insetos conhecidos como “mosquito-palha” ou “birigui” são os responsáveis pela transmissão da Leishmaniose, o que desmitifica a ideia de que cães afetados podem transmitir esta zoonose.  A doença tem tratamento e, infelizmente, a falta de informação faz com que muitas pessoas sacrifiquem ou abandonem os animais por conta dela.

Atualmente, a expansão da transmissão em áreas urbanas pode afetar a saúde do seu filho de quatro patas e da sua família. Então, para evitar a doença, confira este post com todas as informações para o bem-estar do seu pet e do seu lar.

 

Leishmaniose: uma doença silenciosa

A Leishmaniose pode ficar incubada dentro do animal por um período de 3 meses a 6 anos e os casos assintomáticos são bem comuns, dificultando ainda mais o diagnóstico. Para certificar-se  da saúde do seu pet, o ideal é realizar exames específicos, com acompanhamento e avaliação de um médico veterinário para o diagnóstico preciso, como exame de sangue e um exame citológico.

Por que é Leishmaniose é perigosa?

Nos casos em que os sintomas são aparentes, é possível perceber nos pets a perda de pelos  na região do focinho, orelhas e olhos, feridas e ressecamento da pele, crescimento anormal da unha, atrofia muscular, fraqueza, perda de peso, anorexia, sangramento do nariz, anemia e, dependendo do quadro, pode levar a morte do animal.

É importante ressaltar, ainda, que a falta de tratamento causa a morte de 90% dos cães que contraíram a doença.

 

Tratamento

O tratamento da Leishmaniose existe e, uma vez infectado, os caninos devem seguir os protocolos de medicamentos e orientações indicados pelo médico veterinário durante o resto da vida.

Isso porque pois o parasita Leishmania não é totalmente eliminado. O acompanhamento e exames periódicos também são muito importantes para controle e redução da carga parasitária no organismo e saúde do animal.

 

Prevenção é a melhor opção

A melhor forma de combater a doença é prevenindo seu cão com a vacina contra Leishmaniose, que possui proteção acima de 92%. A vacinação é recomendada a partir de 4 meses de idade, em cães clinicamente sadios.

O uso da coleira com repelente, como o Scalibor, é outra medida muito indicada pelos veterinários e especialistas, já que impedem o contato do mosquito com o animal.

Eliminar insetos com uso de inseticidas, depositar lixos orgânicos em locais apropriados, limpar folhas e frutas de quintais e jardins, são algumas medidas que também podem ser tomadas para evitar a transmissão da doença.

Converse com nossa equipe de veterinários sobre a Leishmaniose,  principalmente se pretende viajar com seu cão (atenção para regiões endêmicas),  para tomar as devidas medidas profiláticas. Os cuidados necessários com seu pet são o caminho mais simples para garantir a tranquilidade e saúde de todos.

E se ficou alguma dúvida, entre em contato conosco!

 

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Em 22 de fevereiro de 2018
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