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Exame de função hepática em cães e gatos: para que serve e quando é indicado?

O fígado participa de tantas funções importantes que uma alteração nele pode aparecer de maneiras bem diferentes.

Em alguns casos, o cão ou o gato começa a comer menos, vomita com frequência ou perde peso. Em outros, fica mais quieto, apresenta mudanças de comportamento ou desenvolve uma coloração amarelada nos olhos e nas gengivas.

Também pode acontecer de o pet não demonstrar nada diferente em casa e a primeira alteração aparecer durante um exame de rotina.

É por isso que os exames hepáticos têm um papel tão importante. Eles ajudam o veterinário a investigar o funcionamento do organismo, identificar possíveis alterações no fígado e nas vias biliares e decidir se outros exames serão necessários.

Mas existe um ponto importante: não há um único resultado capaz de mostrar, sozinho, toda a condição do fígado. A avaliação depende do conjunto formado pelo histórico do pet, sinais clínicos, exame físico, exames laboratoriais e, quando indicado, exames de imagem.

Qual é o papel do fígado no organismo?

O fígado é um órgão essencial para cães e gatos.

Ele participa do metabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos, ajuda a controlar a glicose, armazena nutrientes, produz proteínas importantes, processa medicamentos e outras substâncias e participa da produção da bile, que auxilia na digestão das gorduras.

Também está envolvido na coagulação do sangue e na transformação de substâncias que precisam ser eliminadas pelo organismo.

Como realiza várias tarefas ao mesmo tempo e possui uma capacidade considerável de adaptação, algumas alterações hepáticas podem evoluir durante um período sem causar sinais muito evidentes. 

O que é o exame de função hepática?

Na rotina veterinária, a expressão “exame de função hepática” costuma ser usada para falar de um conjunto de análises que ajudam a avaliar o fígado e o sistema biliar.

Entre os parâmetros mais conhecidos estão:

  • ALT ou TGP;
  • AST ou TGO;
  • fosfatase alcalina;
  • GGT;
  • bilirrubinas;
  • albumina;
  • glicose;
  • colesterol;
  • ácidos biliares;
  • testes de coagulação.

Porém, nem todos medem diretamente a capacidade do fígado de trabalhar.

ALT, AST, fosfatase alcalina e GGT são enzimas que ajudam a identificar padrões de lesão celular, indução enzimática ou alterações relacionadas ao fluxo da bile. Elas trazem pistas importantes, mas não determinam sozinhas a causa, a gravidade ou a capacidade funcional restante do órgão. 

É por isso que um resultado alterado não deve ser interpretado fora do contexto.

Quais sinais podem levar à investigação do fígado?

As manifestações variam bastante. Alguns pets apresentam sintomas claros, enquanto outros mostram apenas mudanças discretas na rotina.

Vale procurar avaliação veterinária quando o cão ou o gato apresenta:

  • redução ou perda do apetite;
  • vômitos recorrentes;
  • diarreia;
  • emagrecimento sem explicação;
  • apatia;
  • mudança de comportamento;
  • aumento da sede ou da urina;
  • desconforto abdominal;
  • barriga aumentada;
  • urina mais escura;
  • fezes muito claras;
  • fraqueza;
  • olhos, gengivas ou pele amarelados;
  • tremores, desorientação ou convulsões.

Esses sinais não significam automaticamente que existe uma doença hepática. Alterações renais, gastrointestinais, pancreáticas, hormonais, infecciosas e sanguíneas também podem causar sintomas parecidos.

A perda de apetite, por exemplo, pode estar presente em muitas condições diferentes. Nos gatos, períodos prolongados sem alimentação ainda podem contribuir para o desenvolvimento de lipidose hepática, principalmente quando existe alguma doença de base ou excesso de peso. 

Quais são os principais exames utilizados na avaliação hepática?

A escolha depende da espécie, da idade, dos sintomas, do histórico e dos resultados encontrados na consulta.

ALT ou TGP

A ALT, também chamada de TGP, é uma enzima encontrada principalmente nas células do fígado de cães e gatos.

Quando essas células sofrem algum tipo de lesão, a ALT pode ser liberada no sangue e aparecer aumentada no exame.

Esse aumento sinaliza que pode existir uma agressão às células hepáticas, mas não revela sozinho:

  • qual é a causa;
  • quanto do órgão está comprometido;
  • se a alteração é reversível;
  • se o fígado ainda consegue exercer suas funções;
  • se existe necessidade imediata de tratamento.

Um aumento da ALT também não significa, obrigatoriamente, insuficiência hepática.

A interpretação precisa considerar a intensidade da alteração, os outros parâmetros, os medicamentos utilizados, os sinais apresentados e a evolução do resultado ao longo do tempo. 

AST ou TGO

A AST, conhecida também como TGO, pode aumentar em casos de lesão no fígado, mas não é exclusiva desse órgão.

Ela também está presente nos músculos.

Por isso, quando a AST aparece elevada, o veterinário pode compará-la com a ALT e, em determinadas situações, com exames relacionados à musculatura.

Essa análise ajuda a entender se a origem da alteração pode ser hepática, muscular ou envolver mais de um sistema.

Em alguns gatos com doença hepática, a AST pode se mostrar um marcador sensível de lesão, mas continua precisando ser interpretada junto aos demais exames. 

Fosfatase alcalina — FA ou ALP

A fosfatase alcalina pode aumentar em situações ligadas ao sistema biliar, ao uso de determinados medicamentos, a doenças hormonais, ao crescimento ósseo e a outras condições.

Nos cães, ela é considerada uma enzima sensível, porém pouco específica. Isso significa que pode se elevar por vários motivos e não aponta, sozinha, para uma doença primária do fígado.

O uso de corticoides e o hiperadrenocorticismo, conhecido como síndrome de Cushing, estão entre as situações que podem aumentar a fosfatase alcalina em cães. Animais jovens também podem apresentar valores maiores devido à atividade óssea.

Nos gatos, o comportamento dessa enzima é diferente. Como eles costumam apresentar aumentos menores, uma elevação aparentemente discreta pode ganhar importância conforme o contexto clínico. 

GGT

A GGT é uma enzima ligada principalmente ao sistema biliar.

Ela pode aumentar quando há inflamação das vias biliares, redução do fluxo da bile ou outras alterações hepatobiliares.

O resultado da GGT costuma ser comparado com a fosfatase alcalina e a bilirrubina. O padrão observado ajuda o veterinário a direcionar a investigação, mas a enzima também não define o diagnóstico sozinha.

A resposta da GGT pode variar entre cães e gatos e conforme a doença envolvida. 

Bilirrubinas

A bilirrubina é uma substância produzida durante o metabolismo das células vermelhas do sangue.

Depois de formada, ela passa pelo fígado e é eliminada por meio da bile.

O aumento da bilirrubina pode estar relacionado a três caminhos principais:

  1. destruição aumentada das células vermelhas;
  2. dificuldade do fígado para processar a substância;
  3. obstrução ou redução do fluxo da bile.

Quando se acumula nos tecidos, pode provocar icterícia, percebida pelo tom amarelado na parte branca dos olhos, nas gengivas, na pele ou na parte interna das orelhas.

Mas a bilirrubina pode estar aumentada antes que essa mudança de cor fique evidente.

Por isso, olhos e gengivas com aparência normal não descartam totalmente uma alteração hepática ou biliar. 

Esses exames mostram tudo sobre o fígado?

Não.

ALT, AST, fosfatase alcalina, GGT e bilirrubinas ajudam muito, mas representam apenas uma parte da investigação.

Dependendo do quadro, o veterinário pode solicitar outras avaliações.

Hemograma

O hemograma analisa as células do sangue e pode identificar alterações compatíveis com anemia, infecção, inflamação ou problemas nas plaquetas.

Também ajuda a investigar situações em que a icterícia pode estar ligada à destruição de células vermelhas, e não diretamente a uma doença do fígado.

Albumina e proteínas totais

A albumina é uma proteína produzida pelo fígado.

Valores reduzidos podem ocorrer em doenças hepáticas, mas também aparecem em alterações renais, intestinais, inflamatórias ou nutricionais.

Por isso, a albumina precisa ser interpretada junto com outros parâmetros.

Glicose, colesterol e ureia

Esses resultados podem trazer informações adicionais sobre o metabolismo e a capacidade funcional do fígado.

No entanto, também sofrem influência de alimentação, estado geral, outros órgãos e diferentes doenças.

Ácidos biliares

Os ácidos biliares podem ser solicitados para avaliar aspectos específicos da função hepática e da circulação do sangue pelo fígado.

O teste costuma ser indicado conforme os resultados anteriores. Em algumas situações, como quando já há aumento importante da bilirrubina ou obstrução biliar evidente, ele pode não acrescentar a informação desejada.

Coagulação

O fígado participa da produção de vários componentes envolvidos na coagulação.

Por isso, exames específicos podem ser indicados quando há suspeita de comprometimento mais importante, presença de sangramentos ou necessidade de realizar procedimentos invasivos.

Urinálise

A urina pode apresentar alterações de cor, presença de bilirrubina e outras informações que complementam a investigação.

O exame também ajuda a avaliar hidratação, rins, glicose e possíveis doenças concomitantes.

Ultrassom abdominal

O ultrassom permite observar o tamanho, o formato e o aspecto do fígado.

Também ajuda a avaliar:

  • vesícula biliar;
  • vias biliares;
  • pâncreas;
  • intestino;
  • baço;
  • outros órgãos abdominais.

É importante entender que o ultrassom não substitui os exames de sangue. Ele oferece outro tipo de informação e costuma ser usado como complemento.

Em alguns casos, mesmo após exames laboratoriais e de imagem, pode ser necessário realizar avaliações mais específicas, coleta de amostras ou encaminhamento para um especialista.

Quando o exame de função hepática costuma ser indicado?

A avaliação pode ser solicitada quando o pet apresenta sintomas, mas também em situações preventivas.

Entre as indicações mais comuns estão:

Perda de apetite

Quando o cão ou o gato começa a recusar alimentos ou reduz muito o consumo, o fígado pode entrar na investigação junto com o sistema gastrointestinal, rins, pâncreas e outras possibilidades.

Em gatos, a redução persistente da alimentação merece atenção especial porque pode contribuir para a lipidose hepática. 

Vômitos recorrentes

Um episódio isolado pode ter diferentes explicações. Quando os vômitos se repetem, aparecem junto com apatia, emagrecimento ou falta de apetite, é importante investigar.

Icterícia

Olhos, gengivas ou pele amarelados indicam acúmulo de bilirrubina.

Esse sinal pode ter origem no sangue, no fígado, na vesícula ou nas vias biliares e precisa de avaliação veterinária.

Emagrecimento

Perder peso sem uma mudança planejada na alimentação ou na rotina pode indicar que algo não está bem.

A avaliação precisa considerar doenças metabólicas, gastrointestinais, renais, hepáticas e outras condições.

Mudanças comportamentais

Ficar mais quieto, esconder-se, reduzir a interação ou apresentar desorientação também pode justificar uma investigação.

Alterações neurológicas relacionadas ao fígado podem ocorrer em alguns quadros, mas mudanças comportamentais possuem muitas outras causas possíveis. 

Uso contínuo de medicamentos

Alguns medicamentos podem afetar os marcadores hepáticos ou exigir acompanhamento periódico.

Isso não significa que o tratamento seja inadequado. O monitoramento serve para verificar como o organismo está respondendo e se alguma mudança precisa ser discutida com o veterinário.

Nunca interrompa ou altere uma medicação por conta própria.

Avaliação antes de anestesia ou cirurgia

Exames laboratoriais podem ser solicitados antes de procedimentos para conhecer melhor a condição do paciente e planejar a anestesia com mais segurança.

Em muitos casos, um exame simples ajuda a revelar alterações importantes antes de decisões maiores. Aqui no blog, também explicamos quando um exame simples pode evitar uma cirurgia desnecessária no seu pet.

Check-ups e acompanhamento de pacientes idosos

Cães e gatos idosos podem apresentar alterações silenciosas e usar medicamentos contínuos com maior frequência.

Além disso, sinais como dormir mais, comer menos ou perder peso podem ser confundidos com mudanças naturais da idade.

A avaliação periódica cria um histórico. Assim, o veterinário consegue comparar os exames atuais com os anteriores e identificar tendências que talvez não chamassem atenção em um resultado isolado.

As diretrizes de cuidados para pets idosos da AAHA incluem hemograma, perfil bioquímico e urinálise entre os exames de acompanhamento, com frequência definida de acordo com a fase de vida e as necessidades individuais do paciente. 

Resultado alterado significa doença no fígado?

Não necessariamente.

Uma enzima aumentada mostra que existe uma pista a ser investigada.

A fosfatase alcalina, por exemplo, pode se elevar por causa de corticoides, doenças hormonais ou crescimento ósseo. A AST pode ter origem muscular. Algumas doenças fora do fígado também causam alterações secundárias nos marcadores hepáticos.

Em gatos com hipertireoidismo, por exemplo, algumas enzimas podem estar aumentadas mesmo quando a função hepática permanece preservada. 

Também não existe uma relação simples entre “número mais alto” e “doença mais grave”.

O veterinário precisa observar:

  • qual marcador se alterou;
  • quanto aumentou;
  • quais outros resultados também mudaram;
  • se o pet apresenta sintomas;
  • quais medicamentos utiliza;
  • se houve melhora ou piora ao longo do tempo;
  • o que aparece no ultrassom;
  • se existem outras doenças envolvidas.

Por isso, pesquisar um único valor do laudo na internet pode causar preocupação desnecessária ou uma falsa sensação de segurança.

Por que o diagnóstico precoce faz diferença?

Algumas alterações no fígado começam com sinais pouco específicos.

O pet pode comer um pouco menos, perder peso lentamente ou ficar mais quieto. Como essas mudanças não parecem graves no início, o responsável pode esperar que tudo volte ao normal sozinho.

Quando a avaliação é feita cedo, o veterinário consegue investigar com mais tranquilidade e entender se existe uma alteração real ou apenas uma variação passageira.

O diagnóstico precoce pode ajudar a:

  • identificar a origem do problema;
  • acompanhar a evolução dos resultados;
  • revisar medicamentos em uso;
  • solicitar exames complementares no momento adequado;
  • orientar a alimentação, quando necessário;
  • iniciar o tratamento indicado;
  • monitorar a resposta do organismo;
  • reduzir o risco de progressão sem acompanhamento.

Investigar cedo não significa presumir que o pet esteja gravemente doente.

Significa não deixar um sinal importante passar despercebido.

O pet precisa fazer jejum?

Depende dos exames solicitados.

Algumas análises podem exigir jejum para reduzir interferências no resultado. Testes específicos, como os ácidos biliares, também podem ter um protocolo próprio.

O tempo de jejum varia conforme o paciente, o tipo de exame e a orientação do laboratório.

Por isso, confirme as instruções com a clínica antes da coleta.

Não prolongue o jejum por conta própria, especialmente em filhotes, pacientes diabéticos, animais debilitados ou gatos que já estejam comendo pouco.

Quando procurar atendimento mais rapidamente?

Procure atendimento sem demora se o pet apresentar:

  • olhos ou gengivas amarelados;
  • recusa completa de alimento;
  • vômitos repetidos;
  • prostração intensa;
  • desorientação;
  • tremores ou convulsões;
  • sangramentos;
  • barriga muito aumentada ou dolorida;
  • dificuldade para respirar;
  • suspeita de intoxicação;
  • piora rápida.

Esses sinais não confirmam uma doença hepática, mas mostram que o paciente precisa ser avaliado.

Como a FOXVET pode ajudar?

Na FOXVET, a investigação começa pela história completa do paciente.

A equipe considera o que mudou em casa, há quanto tempo os sinais começaram, quais medicamentos o pet utiliza, como está a alimentação e se existem condições anteriores que precisam ser acompanhadas.

A partir da consulta, podem ser indicados hemograma, perfil bioquímico, enzimas hepáticas, bilirrubinas, urinálise, ultrassom e outros exames conforme a necessidade.

O objetivo não é solicitar exames sem motivo ou gerar preocupação antes da hora.

É reunir as informações necessárias para entender o que está acontecendo e cuidar de cada cão ou gato de maneira individual.

Se o seu pet perdeu o apetite, está vomitando, emagrecendo, mais quieto ou apresentou olhos e gengivas amarelados, vale agendar uma avaliação.

Conclusão

Os exames hepáticos ajudam a investigar alterações no fígado e nas vias biliares, acompanhar pacientes com fatores de risco e monitorar condições já identificadas.

ALT, AST, fosfatase alcalina, GGT e bilirrubinas trazem informações importantes, mas precisam ser analisadas em conjunto com o histórico, os sintomas, o exame físico e outros resultados.

Eles não servem apenas para confirmar uma doença já suspeita.

Também podem fazer parte de check-ups, avaliações pré-operatórias, acompanhamento de medicamentos e monitoramento de cães e gatos idosos.

Quanto mais cedo uma mudança é percebida e investigada, maiores são as possibilidades de acompanhamento e cuidado.

Perguntas frequentes sobre exame de função hepática

O que o exame de função hepática detecta?

Ele ajuda a identificar padrões compatíveis com lesão nas células do fígado, alterações nas vias biliares e mudanças em parâmetros relacionados à capacidade funcional do órgão.

ALT alta significa doença grave?

Não necessariamente. A ALT pode indicar lesão nas células hepáticas, mas não revela sozinha a causa, a gravidade ou a função restante do fígado.

Fosfatase alcalina alta sempre significa problema no fígado?

Não. Ela também pode aumentar por uso de medicamentos, doenças hormonais, atividade óssea e outras situações, principalmente em cães.

O que a GGT avalia?

A GGT auxilia na investigação do sistema biliar e de alterações no fluxo da bile. O resultado precisa ser comparado aos demais marcadores.

Bilirrubina alta deixa o pet amarelo?

Pode deixar. Quando se acumula nos tecidos, provoca icterícia. Porém, o aumento pode ser identificado no exame antes que a coloração fique visível.

Um único exame confirma doença hepática?

Geralmente, não. O diagnóstico costuma depender da avaliação clínica, do conjunto dos resultados, de exames de imagem e, em alguns casos, de testes mais específicos.

Pets idosos precisam fazer exames hepáticos?

Eles podem se beneficiar do acompanhamento periódico, principalmente quando utilizam medicamentos contínuos, apresentam doenças crônicas ou mostram mudanças no apetite, no peso e no comportamento.

O ultrassom substitui o exame de sangue?

Não. O ultrassom avalia a aparência e a estrutura dos órgãos, enquanto os exames laboratoriais mostram alterações bioquímicas. Os dois podem se complementar.

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